segunda-feira, 12 de julho de 2010

MINUSTAH - Chefe do Estado-Maior das tropas militares é repatriado


O Chefe de Estado-Maior das tropas militares da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti – MINUSTAH - Coronel Bernard Ouellette (foto), foi destituído de suas funções e repatriado pelo governo do Canadá sob alegações de comportamento inadequado e de incapacidade de elevar o moral da tropa de capacetes azuis e manter a coesão das equipes de trabalho. "O Governo canadense já não tem confiança nele", declarou Jay Paxton, porta-voz do ministro de Defesa canadense, salientando que esta foi uma decisão do comandante do Comando da Força Expedicionária Canadense (CEFCOM), General Marc Lessard. O Coronel Ouelette era o Oficial mais graduado em uma equipe de 10 Oficiais canadenses a serviço das Nações Unidas no Haiti e gozava de bom conceito por parte do comando da missão. No entanto, conforme declaração do porta-voz da CEFCOM, T Cel Chris Lemay, O Coronel Ouellette está sob investigação por suposto envolvimento “inapropriado” com uma funcionária internacional do Staff da ONU no Haiti. Tanto o Coronel quanto a funcionária negam o relacionamento, no entanto, as denúncias partiram do próprio contingente militar canadense. Segundo Lemay, “a atmosfera dentro do contingente canadense no Haiti se tornou negativa ao ponto de afetar a coesão diária e a eficiência do grupo”.
O Coronel Ouellette é o segundo oficial canadense repatriado em menos de dois meses por motivos semelhantes, pois no mês passado o General de Brigada Daniel Menard, Oficial canadense mais graduado no Afeganistão, foi repatriado sob alegações de ter mantido um relacionamento inapropriado com uma Oficial subordinada. Este caso, assim como o do Haiti, ainda encontra-se em fase de investigação.
Fonte: site 24h Vancouver e Terra

domingo, 11 de julho de 2010

Missão de Paz: COTER divulga calendário de provas

O Comando de Operações Terretres do Exército Brasileiro - COTER - divulgou o calendário para a realização das provas da 2ª Avaliação de Oficiais Policiais Militares para Missão de Paz da ONU em 2010. As provas ocorrerão entre os dias 30 de Agosto e 3 de setembro simultaneamente em Recife e Manaus. Em ambas as cidades haverá avaliação no idioma Inglês, no entanto, a prova de Francês ocorrerá somente em Recife. A relação contendo o nome dos Oficiais indicados deverá chegar ao COTER até o dia 30 de julho, indicando a cidade e o idioma a que o candidato pretende se submeter à exame. Uma novidade em relação aos concursos anteriores é o fato de o documento enviado pelo COTER aos Estados conter a relação da bibliografia indicada para estudo, tanto para inglês como para francês, as quais transcrevo abaixo:
Referências bibliográficas para o idioma inglês:
Campaign - English for the Military - Students Book 1 e Workbook.
Campaign - English for the Military - Students Book 2 e Workbook.
Campaign - English for the Military - Students Book 3 e Workbook.
Campaign - English for the Military - Grammar Pratice.
Campaign - Dictionary of Military Terms.
Murphy Raymond, Basic Grammar in Use.
Murphy Raymond, Grammar in Use Intemediate.
Murphy Raymond, Advanced Grammar in Use.
Referências Bibliográficas para o idioma Francês
Os métodos mais modernos estão dentro do padrão para desempenho em idiomas do quadro europeu de referências. O nível B1 é o desejado.
Objective Express (vol 1 e 2) - Editora Hachette.
Latitudes (vol 1, 2 e 3) - Editora Didier.
Alors? (Vol 1, 2 e 3) - Editora Didier.
Alter Ego (vol 1, 2 e 3) - Editora Hachette.
Taxi (vol 1, 2 e 3 ) - Editora Hachette.
Também há a indicação dos seguintes sites:
http://www.tv5.org/
http://www.rfi.fr/
http://www.lepointdufle.net/
Abaixo uma foto da última avaliação realizada em Porto Alegre.
Bom estudo e boa sorte aos candidatos!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sudão: Mais um jornal fechado pelo governo

A cruzada do governo sudanês contra os veículos de comunicação favoráveis à independência da região sul teve mais um capítulo hoje. O jornal Al Intibaha foi fechado pelas autoridades locais por que fazia clara campanha pela separação do sul do Sudão e por criticar o governo. O Centro de Mídia Sudanesa divulgou nota oficial dizendo que o jornal foi "suspenso indefinidamente" pela maneira como fortaleceu o sentimento de independência. No último dia 06 de julho o jornal al Tayyar teve sua edição impresa suspensa pelos mesmos motivos.
As regiões norte e sul do Sudão abrigam populações com religiões distintas. A região norte tem como maioria muçulmanos, já os moradores do sul são praticantes do cristianismo e de crenças tradicionais. No entanto, o maior obstáculo à separação é justamente a questão econômica, pois o Sudão é um dos maiores produtores de petróleo do continente africano. Líderes das duas áreas deverão debater sobre como irão dividir os lucros da exploração do petróleo abundante na área caso o referendo aprove a independência do sul.
Fonte:Portal Imprensa

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Guiné Bissau: Policiais de trânsito são espancados por militares

Na esteira da crise guineense, ocasionada pela nomeação do General António Indjai para Chefe interino do Estado Maior das Forças Armadas, mais um capítulo foi escrito ontem nas ruas da capital Bissau. Cinco policiais de trânsito, sendo quatro policiais femininas, participavam de uma atividade normal de fiscalização de trânsito na avenida principal da capital guineense, próximo à Assembléia Nacional, quando tiveram a “infelicidade” de abordar um dos filhos do referido General.
O homem, o qual constatou-se posteriormente não possuir carteira de habilitação, não gostou de ter sido parado e reagiu violentamente à abordagem agredindo fisicamente uma policial feminina. Os militares que faziam a sua segurança pessoal agrediram os cinco policiais com cintos e coronhadas de AK-47. Após a agressão inicial, os militares, obedecendo ordens do filho do General Indjai, levaram os policiais para o quartel do Estado-Maior General onde foram novamente espancados. Os policiais deram entrada na emergência do Hospital Simão Mendes, “desfigurados e ensanguentados”, conforme relato de testemunhas.
A Assembléia Nacional Popular, ao tomar conhecimento dos fatos, agendou para hoje uma sessão especial para a qual convocou os ministros da Defesa, Aristides Ocante da Silva, e do Interior, Satú Camará Pinto, a fim de que se pronunciem sobre o ocorrido.
O sentimento geral da população de Bissau é de revolta perante estas arbitrariedades cometidas contra os policiais e a nova interferência de militares nos assuntos internos do país.
A fragilidade da autoridade policial frente aos desmandos dos militares é um dos obstáculos a ser enfrentado pela missão da ONU na Guiné Bissau –UNIOGBIS para alcançar a tão esperada estabilidade política.
Resta-nos desejar força ao Contingente Policial Brasileiro em Bissau para que possa auxiliar o governo local a superar mais esta crise em que se colocam em lados opostos policiais e militares guineenses.

Fonte: Site do jornal Público

Guiné Bissau: atos do governo provocam ameaçada de sanções internacionais


A Guiné Bissau passa por um momento de crise em suas relações internacionais motivado por decisões tomadas pelo governo do Presidente Malam Bacai Sanhá. O estopim da crise atual foi a nomeação do general António Indjai (foto) como Chefe do Estado-Maior interino das Forças Armadas, enquanto o antigo titular do posto, Zamora Induta, continua preso. A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) acena com a possibilidade de sanções contra a Guiné Bissau, pois o General Indjai foi um dos militares que dirigiu um grupo de soldados revoltosos na origem da detenção do almirante Zamore Induta e do Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Júnior, em abril deste ano, ação que foi considerada, a princípio, como uma tentativa de Golpe de Estado. A última reunião da CEDEAO que seria realizada justamente na Guiné Bissau nos dias 28 e 29 de junho foi cancelada em sinal de protesto. "Não compreendemos (a decisão da Guiné-Bissau) e não a aprovamos", declarou o presidente da Comissão da CEDEAO, James Victor Gbeho. A nomeação também foi criticada pelos EUA e pela União Européia.
Outro revés para a diplomacia guineense foi o cancelamento da viagem que o Presidente Lula faria ao país no último domingo, também em represália à nomeação do militar revoltoso, muito embora este não tenha sido o motivo oficial do cancelamento divulgado pelo Itamaraty. Lula disse que o Brasil só prestará ajuda econômica à Guiné-Bissau se o país resolver seus conflitos políticos internos. “Saibam os dirigentes de Guiné-Bissau que quanto mais divergência tiver, quanto mais brigas internas tiver, mais difíceis serão as ajudas que teriam que vir de outros países, sobretudo dos países mais desenvolvidos”. O encontro de Lula com o Presidente Sanhá ocorreu em Cabo Verde.

UNMIS: autoridades censuram jornal no Sudão

As agências de notícias internacionais que fazem a cobertura do Missão de Paz da ONU no Sudão- UNMIS – noticiaram nesta quarta-feira que o jornal sudanês AlTayyar , em circulação na região sul do país, foi censurado e teve sua circulação impedida pelo serviço de segurança do Sudão no dia de ontem, conforme informou à AFP o editor-chefe Osmane Mirghani. Ações deste tipo já estão se tornando rotina naquele país africano, pois as autoridades já haviam censurado outros veículos independentes e de oposição, em maio e junho deste ano. Em comum entre os veículos de comunicação censurados estão as duras críticas ao governo local.
A região sul do Sudão realizará um referendo sobre a independência da região em janeiro de 2011. Em contrapartida , o Presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir (foto), tenta garantir a unidade nacional, promovendo ações para evitar a separação dessa localidade.
A censura imposta, embora condenada pela comunidade internacional, encontra respaldo nas leis locais onde a chamada “Lei de Imprensa” reconhece a liberdade de imprensa no país, desde de que não afete os limites da moralidade pública e da segurança nacional, já que o país tem maioria da população muçulmana. A Segurança Nacional é o motivo alegado pelo governo para justificar as sanções.
Fatos como o narrado acima nos dão uma noção da dificuldade do trabalho exercido pela ONU no Sudão, a qual tem, entre outras missões, o propósito de pacificar a região e de auxiliar no processo do referendo para que este seja conduzido de forma democrática e transparente. No entanto, encontra condições adversas impostas justamente pelo próprio governo e seus agentes.

Fonte: site do UOL

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Boina Azul: um sentimento passado de pai para filho

A participação em uma Missão de Paz das Nações Unidas é uma experiência profissional e de vida sem igual. Todo veterano de missão sabe do que eu estou falando. Não interessa em qual missão ou em qual continente o policial desenvolveu suas atribuições de United Police - UNPOL, nem se ele participou de uma ou mais missões. O certo é que a participação, por si só, já é motivo de realização pessoal e de orgulho para familiares, amigos e colegas de farda. Imagine então se esta experiência fosse vivenciada por pai e filho, ambos Oficiais da Polícia Militar, em épocas diferentes. Pois foi exatamente isto que ocorreu na Polícia Militar do Distrito Federal - PMDF.
Pai e filho vivenciaram esta experiência, um na ONUMOZ e outro na MINUSTAH. Esta história começa em novembro de 1993 quando o então Capitão Sérgio Carrera se apresentou, juntamente com outros Oficiais, para o período de 12 meses de serviço na Missão de Paz da ONU em Moçambique - ONUMOZ. Seu período de treinamento inicial - Induction Training - ocorreu no QG da ONU em Maputo, capital moçambicana como podemos ver na foto abaixo, onde o Cap Sérgio Carrera é o primeiro na esquerda:

Durante sua estada em Moçambique o Capitão Sérgio Carrera desenvolveu várias atividades importantes como UNPOL, conforme podemos verificar nas fotos a seguir onde o oficial aparece durante negociação com autoridades locais e, na segunda foto, atuando como intérprete durante visita do Comandante Geral da Polícia da Suécia a uma delegacia policial moçambicana:Imagino como deve ter ficado orgulhoso o agora TCel RR Sérgio Carrera quando seu filho foi aprovado no processo seletivo do COTER e designado para compor a Missão de Paz da ONU no Haiti em 2007. Pois foi assim, dando continuidade à tradição iniciada pelo pai, que o então 1º Tenente Carrera se apresentou em Porto Príncipe em dezembro de 2006 para exercer as funções de UNPOL. Tive a oportunidade de conviver diariamente com o Carrera por seis meses em Porto Príncipe. Acompanhei o seu trabalho dedicado e qualificado junto à Diretoria de Operações da MINUSTAH, onde chegou, por seus méritos, a exercer a função de Diretor interino. Abaixo algumas fotos do Carrera no Haiti. Na primeira podemos vizualizar um contato mantido em um posto de fiscalização do exército da Bolívia na Rota Nacional 01. A segunda mostra a reunião para o desencadeamento de uma operação policial na periferia de Porto Príncipe. Na última, podemos ter uma visão da favela de Cité Soleil, nesta foto aparece também o TCel Braga da Polícia Militar do Pará -PMPA, o qual era o Chefe de Contingente dos brasileiros em 2007. Tradição de pai para filho...não é à toa que o Capitão Carrera se tornou uma referência a nível nacional quando o tema abordado é o "Serviço Policial em Missões de Paz", pois o assunto, como pudemos constatar, já fazia parte das conversas em família havia muito tempo.

Parabéns à família Carrera!

sábado, 3 de julho de 2010

A paixão haitiana pelo futebol

No período em que estive na missão de paz da ONU no Haiti, entre outras questões culturais, me chamou a atenção a paixão dos haitianos pelo futebol. E o fato curioso é a rivalidade existente entre duas grandes torcidas. Sim, no Haiti ou você torce pelo Brasil ou você torce pela Argentina. A França, devido à colonização, aparece apenas como segunda opção, é impressionante. Podemos comparar esta rivalidade com a existente entre torcidas brasileiras como as de Grêmio e Internacional, Flamengo e Vasco, Corinthians e São Paulo, Figueirense e Avaí, Atlético e Coritiba, Atlético e Cruzeiro, Remo e Paysandu, entre outras. Bom, para os amantes do futebol dá para ter uma idéia da situação. Não foi à toa que o Presidente Lula levou a seleção brasileira para jogar um amistoso com o selecionado haitiano em Porto Príncipe em 2004.
Durante meu período de missão, o segundo mês coincidiu com a realização da Copa América, da qual o Brasil sagrou-se campeão justamente contra a Argentina, vencendo a final por 3 x 0. Impressionou-me a decoração das ruas da capital haitiana com bandeiras brasileiras e argentinas, como na foto abaixo tirada na Rua Delmas, um dos principais eixos de ligação entre a parte alta e o centro de Porto Príncipe. Embora a foto tenha sido tirada do interior da viatura, pode-se visualizar com nitidez as cores verde e amarela nas bandeirinhas bem como uma bandeira brasileira hasteada no canteiro central da pista.
Também era fácil encontrar nas esquinas ambulantes vendendo camisetas e bandeiras das duas seleções, como na foto abaixo.
Quando havia um jogo o país praticamente parava, assim com ocorre aqui no Brasil. No entanto, no Haiti existe um problema sério de energia elétrica, pois como o país não produz energia suficiente, eram poucas as horas do dia em que a população tinha “luz”, somente cerca de 5 a 7 horas diárias. Após esse período, apenas quem tinha gerador podia, por exemplo, assistir a uma partida de futebol. A conseqüência disso era uma multidão de pessoas em volta de poucas televisões de 14 ou 20 polegadas em locais públicos como bares e restaurantes. Lembro que o fanatismo pelo futebol brasileiro e argentino chegava a situações extremas de, por exemplo, um haitiano ter perdido sua casa ao apostar que a Argentina seria campeã. Ou outra história contada pelos funcionários haitianos da ONU de que um haitiano havia, em outra ocasião, apostado a sua esposa. Prefiro pensar que esta última faz parte apenas do folclore do futebol haitiano, pois para mim beira à loucura.
São por estas e outras histórias que as notícias que li hoje pela manhã no site da Globo.com, embora trágicas, não me surpreenderam. Ontem, após o término do jogo do Brasil pelo menos 4 pessoas morreram. Um torcedor teve um ataque cardíaco em Petion Ville e outros três cometeram suicídio. Um dos casos foi o de um jovem haitiano de 18 anos o qual não assimilou a eliminação da seleção canarinho e se suicidou jogando-se embaixo de um veículo próximo ao local onde assistia a partida no bairro Nérette.
Não esqueçamos que futebol é apenas um esporte, daqui 4 anos tem de novo. Espero que tenhamos mais sorte em 2014!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Tenente do Paraná foi designado para a missão de paz no Sudão

Em breve o contingente policial brasileiro na Missão de Paz da ONU no Sudão – UNMIS – receberá reforço. Trata-se do 2º Tenente Allan Paulo Bassaco Sacchelli da Polícia Militar do Estado do Paraná - PMPR, o qual serve atualmente no 10º Batalhão de Polícia Militar na cidade de Apucarana. O Tenente Sacchelli deverá embarcar ainda neste mês de julho para o país africano, onde se juntará ao Capitão Emerson – PMSC – e ao Tenente Mello – PMESP – na missão de treinamento dos policiais sudaneses, conforme informação dada no post anterior.
O Tenente Sacchelli fez parte do grupo de oito Oficiais que concluiu o curso preparatório no Centro de Instrução de Operações de Paz “Sérgio Vieira de Mello” – CIOPaz – no Rio de Janeiro (foto acima) no final do mês de maio. Foram 186 horas de treinamento durante o período de 30 dias onde os oficiais receberam as mais diversas informações a respeito de uma operação de paz. Entre as matérias ministradas no curso estão noções sobre a estrutura da Nações Unidas, condução de viatura 4x4 em terrenos acidentados, noções de rádio comunicação, primeiros socorros (foto abaixo), missão da UNPOL, armamento e tiro, bem como instrução especializada sobre minas terrestres. Campos minados fazem parte das mazelas existentes em muitos países em que a ONU se faz presente, tanto que existe dentro da estrutura do DPKO (Department of Peacekeeping Operations) uma unidade específica para a questão de desminagem.
Dos oito Oficiais que concluíram o curso no Rio de Janeiro apenas o Tenente Sacchelli foi designado para a missão no Sudão, seis Oficiais já embarcaram para o Timor Leste e outro Oficial do Paraná, o 2º Tenente Leandro de Azevedo Thereza, foi designado para a missão no Haiti.
Em recente entrevista o jornal Tribuna do Norte, o Tenente Sacchelli falou sobre suas expectativas com respeito ao trabalho a ser desenvolvido no Sudão:
sei que o Sudão vive uma guerra entre a região sul e norte. Mas, será algo inédito para mim, já que é a primeira vez que represento o Estado em uma missão como esta. Vou poder ajudar outras pessoas e conhecer uma nova cultura”.

Fonte: site do jornal Tribuna do Norte

quarta-feira, 30 de junho de 2010

UNPOLs vão treinar 16.000 policiais no Sudão

O Coordenador Regional para o Sul do Sudão, David Gressly, declarou em uma coletiva com a imprensa na última segunda-feira em Juba que UNPOLs da Missão de Paz da ONU no Sudão - UNMIS - farão o treinamento de 16.000 policiais sudaneses até o final deste ano. Este treinamento faz parte dos preparativos da ONU e do governo do Sudão para o referendo que será realizado em janeiro de 2011 e decidirá sobre a separação da região sul do resto do país. A ONU vai fornecer apoio logístico e técnico à Comissão do Referendo. Gressly enfatizou que o comando da missão e o Governo do Sudão do Sul estão trabalhando duro para desmobilizar 20 mil ex-combatentes só este ano e que a média de desmobilizados é de 5 a 10 ex-combatentes por dia.
Os UNPOLs brasileiros, Capitão Emerson (PMSC) e 1º Tenente Mello (PMESP), já estão plenamente integrados a atividade de treinamento, como mostra a foto acima em que ambos os oficiais aparecem ministrando instrução de controle de distúrbios civis para uma tropa de choque sudanesa.
Fonte: Reliefweb