quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Capitão Emerson PMSC assume Sub-comando de Setor no Sudão

O Capitão Emerson da Polícia Militar de Santa Catarina nos enviou mensagem informando que foi nomeado Sub-Comandante (Deputy Commander) do Setor II da Missão de Paz da ONU no Sudão - UNMIS. O cargo estava vago e, como é de praxe nessas situações, o comando da missão publicou edital para o processo seletivo visando o preenchimento da vaga. O Capitão Emerson se inscreveu e concorreu com vários UNPOLs. O fato de estar completando apenas cinco meses de missão não foi um obstáculo para ele e apenas confirma o fato que todos os veteranos já sabem: os brasileiros são destaque em todas as missões que participam. O mapa abaixo mostra os setores da missão.

Abaixo a transcrição da mensagem do Capitão Emerson:
"Prezados,
É com grata satisfação que comunico aos membros deste distinto grupo que no exato dia em que completei cinco meses na Missão fui designado Deputy Sector Commander no Setor II da UNMIS. Submeti meu application juntamente com mais 3 UNPOLs daqui do Setor, sendo um Ten Cel da Índia, um Major da Jordânia e uma Policial Fem da Australia, além de outros UNPOLs dos demais setores. A Australiana (Joanne Turner) o Ten Cel Sant'Anna conhece, pois trabalhou com a gente em Timor. Fomos entrevistados e anteontem recebi meu appointment. Meu setor possui aproximadamente 110 UNPOLs divididos em 5 Team Sites ao longo de 4 Estados do Sudão e é o segundo maior da UNMIS, que é dividida em 6 setores. O Sector Commander, com quem vou trabalhar diretamente, é um Americano que contradiz completamente o estereótipo americano que a gente conhece. O cara é humilde, gente finíssima e muito fácil de se trabalhar. Tem 6 missões de paz no CV, totalizando 9 anos nessa brincadeira.
Ademais, o Ten PMESP Mello já é o Senior operations Officer do Setor há algum tempo e vem desenvolvendo um grande trabalho nessa posição. Estamos sendo reconhecidos e estamos muito contentes com o resultado.
Grande abraço a todos!!
Emerson Fernandes
Cap PMSC
Deputy Sector Commander
Sector II, Wau, UNMIS "


Emerson, parabéns pela "promoção" e sucesso na nova função!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Conselho de Segurança: General brasileiro presta esclarecimentos sobre a MINUSTAH

A reunião da última sexta-feira, 06 de agosto, do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi marcada pela presença do Sub Secretário Geral da ONU para as operações de Paz, Alain Le Roy, e de alguns Generais que ocupam o cargo de Chefe Militar – Force Commander – em missões da ONU. Entre os presentes estavam o General do Paquistão Sikander Afzal (foto: ao centro), Force Commander da Missão das Nações unidas na Libéria (UNMIL); o General Babacar Gaye (Foto: à direita), do Senegal, Force Commander da Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO); o General Moses Bisong Obi, da Nigéria, Force Commander da Missão das Nações Unidas no Sudão (UNMIS); General Robert Mood, da Noruega, Chefe da Missão (Head of Mission) e Chefe do Estado Maior (Chief of Staff) da Missão das Nações Unidas de Supervisão da Trégua na região do Oriente Médio (UNTSO); e o General Luiz Guilherme Paul Cruz, do Brasil, Force Commander da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH). Cada Oficial falou por certa de 10 minutos sobre a situação em que se encontra sua respectiva missão.
O vídeo completo da reunião, com 3 horas e 57 minutos, encontra-se disponível no site do Conselho de Segurança, nos arquivos do dia 06 de agosto sob o título de "Security Council: United Nations peacekeeping operations". Não é necessário assistir toda a reunião, mas acredito que assistir a primeira hora na íntegra é um bom exercício para todos que gostam do tema, pois possibilita ter contato com os vários sotaques do idioma inglês que poderão ser encontrados em uma missão de paz. Quem é veterano de missão sabe do que eu estou falando. Em um único evento é possível escutar um paquistanês, um nigeriano, um senegalês, um norueguês e um brasileiro falando inglês, sem contar com o representante do Reino Unido que faz a abertura da reunião e conduz os trabalhos. Considero uma oportunidade única para quem ainda não esteve no teatro de operações.
A propósito, a fala do General Paul Cruz inicia aos 44 minutos e 20 segundos do vídeo. Bom listening a todos!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Medal Parade UNMISET 2003/2004

Nas minhas andanças pelo youtube achei este vídeo da cerimônia do Medal Parade do Contingente policial brasileiro 2003/2004 da Missão de Paz da ONU no Timor Leste, a qual na época se denominava UNMISET - United Nations Mission of Support in East Timor. O contingente era formado pelo TCel Pachá, da Polícia Militar de Rondônia, Maj Nino, Cap Kedma e Tenente Álvaro. A cerimônia foi realizada em conjunto com os contingentes policiais de Portugal e da Espanha. O ato foi presidido pelo chefe da missão, o senhor Sukehiro Hasegawa, o qual era o SRSG - Special Representative of Secretary General - no Timor Leste na época. Entre a autoridades presentes estavam o Force Commander, General Khairuddin Mat Yusof, da Malásia, bem como a Police Commissioner, Sra Sandra Presley.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Brasil apoiará missão de estabilização na Guiné Bissau

Embora eu não tenha encontrado hoje nenhuma nota a respeito do tema no site oficial do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o site do jornal Diário de Notícias publicou informação de que fontes do Itamaraty afirmaram ontem que o governo brasileiro deverá apoiar uma missão de estabilização na Guiné Bissau, inclusive com o envio de tropas. No entanto, o Brasil imporá duas condições: A chancela da ONU e da União Africana.
Fonte: Site Diário de Notícias

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Guiné Bissau: Governo aceita receber missão de estabilização da ONU

O Conselho de Defesa Nacional da Guiné Bissau se reuniu no último domingo para discutir a situação interna do país. A reunião contou com a presença do Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, e do Primeiro-Ministro Carlos Gomes Junior. Ao final do encontro o porta-voz da presidência, Soares Sambú, anunciou que o governo guineense, atendendo o apelo da comunidade internacional, aceitou a presença de uma Missão de Estabilização no país. Esta é uma decisão do poder civil com o objetivo de estabilizar a situação interna que vem sofrendo com constantes interferências do setor militar na vida política da Guiné Bissau. O caso mais grave ocorreu em março do ano passado quando o então Presidente João Bernardo Vieira foi assassinado por integrantes do exército após a morte, em um atentado com explosivos, do chefe do Estado-Maior do Exército, general Tagmé Na Waie. Já em abril deste ano correu uma tentativa de golpe militar que acarretou o afastamento do Chefe do Estado-Maior, Almirante Zamora Induta, e na detenção e agressão do Primeiro-Ministro Carlos Gomes Júnior. O atual comandante militar é o general António Indjai, um dos principais responsáveis pelo golpe. Logo após assumir o comando Indjai promoveu uma série de alterações nas chefias militares do país. As nomeações dos militares foram recebidas com alguma estranheza por parte da comunidade internacional, uma vez que alguns dos nomeados são acusados de envolvimento com o narcotráfico, acusação que também esteve na base da forte rejeição internacional à nomeação de António Indjai.
O porta-voz da presidência destacou, ainda, que a medida adotada pelo Presidente Sanhá se insere nas tentativas do Presidente de “criar consenso e tentar difundir toda a informação relativamente às principais decisões em relação à Guiné-Bissau, particularmente em relação aos esforços que estão sendo desenvolvidos junto da comunidade internacional na mobilização de apoios para o processo da reforma do setor de Defesa e Segurança”.
Segundo a fonte do governo guineense, a força de estabilização terá o apoio da ONU, da União Africana, da CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental) e da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa). A cúpula militar ainda não se pronunciou sobre a decisão tomada pelo Conselho de Defesa Nacional, no entanto fontes guineenses disseram que os militares deverão aceitar, mesmo que contrariados, a presença da força internacional em seu país.
Ainda não está definido o formato da missão, mas Angola, Timor Leste e Portugal se pronunciaram hoje sobre a questão. O Presidente angolano já acenou com a disponibilidade de militares para integrar a missão. O Primeiro Ministro timorense, Xanana Gusmão, que exerce também a função de Ministro da Defesa, admitiu que militares timorenses poderão integrar a esforço internacional afirmando que “ é nosso dever ajudar os países irmãos, mas ainda vamos estudar”. Este foi o mesmo posicionamento do Presidente timorense, Ramos-Horta, o qual declarou que “é uma prerrogativa do governo soberano da Guiné-Bissau. Se eles desejam uma força das Nações Unidas, espero que a ONU responda que sim”. Por outro lado, o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, declarou à imprensa que acredita que não serão necessárias forças portuguesas nesta missão de estabilização.
Atualmente a ONU desenvolve uma missão política na Guiné Bissau, a UNIOGBIS (United Nations Integrated Peace-Building Office in Guinea-Bissau) que conta com a participação de 05 UNPOLs brasileiros desde de fevereio deste ano e tem como atribuição principal a reformulação e estruturação do setor de segurança do país. A UNIOGBIS está a cargo do DPA – Department of Political Affairs - das Nações Unidas. Já a nova missão, caso se concretize, estará a cargo do DPKO.

Fonte: site Diário Digital e DN

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sudão: Governo impõe restrições de movimento à UNAMID

Na última sexta-feira o Conselho de Segurança da ONU aprovou o prolongamento do mandato da Missão de Paz em Darfur por mais 12 meses. A decisão provocou reações do governo sudanês, o qual é contrário à permanência por mais tempo da força multinacional no Sudão. O governo de Khartum entende que a missão, presente no país desde 2007, não está atingindo um de seus objetivos principais que é o de dar estabilidade e segurança aos campos de refugiados, nos quais, recentemente, tem aumentado os índices de violência. Um porta-voz do Ministério da Informação sudanês, Rabie Abdelati, acusou a UNAMID de não conter a violência e também refugiar rebeldes instigadores do combate na região.
Uma das primeiras medidas tomadas pelo governo do Presidente Al- Bashir foi restringir os deslocamentos dos integrantes da missão. Segundo Rabie Abdelati, a partir de agora a UNAMID deverá informar previamente ao governo sudanês todo e qualquer deslocamento, informando detalhadamente o plano de viagem. Abdelati enfatizou que "todo movimento deve ser em clara coordenação conosco e não se devem realizar atividades sem nosso conhecimento".
Outra medida anunciada é que todo integrante da missão terá suas malas revistadas nos aeroportos e terá que informar o governo sempre que quiser circular nas estradas, inclusive na capital do Sul do Darfur, Nyala.
Em vista das restrições impostas por Al- Bashir, exercícios de treinamento com deslocamentos de comboio em estradas como o realizado no norte e oeste de Darfur no final de junho como preparação para o referendo serão mais raros de agora em diante. Abaixo algumas fotos do treinamento batizado de “Haboob Chase” realizado próximo das cidades de Saraf Omra and Kabkabiya no Norte de Darfur em 26 de junho de 2010.

Fotos: UN Albert Gonzalez Farran

Fonte: site Angola Press e Prensa Latina

domingo, 1 de agosto de 2010

MINUSTAH - Uma missão francofônica?

Motivado por um debate feito no grupo UNPOL a respeito do nível de conhecimento do idioma inglês necessário para realizar as provas no COTER, resolvi escrever um pouco de como é a experiência com o idioma estrangeiro no Haiti. Abaixo transcrevo o comentário que fiz no grupo de discussão:
"Fiz 8 semestres no WIZARD antes de fazer as provas no COTER. Iniciei os estudos com outro objetivo, pois na época queria fazer as provas para o Itamaraty. A missão veio como consequência, motivado pelo Capitão Araújo, meu colega de turma, que foi para Kosovo. Quanto fiz as provas em Brasília em set de 2006 não tinha tido contato com a coleção campaign, a qual conheci após o concurso.
Acredito que ao chegar na missão meu inglês era de médio para baixo, o Carrera tá aí para provar. Durante o tempo de missão desenvolvi muito o listening e a escrita (foram muitos reports), mas não atingi o nível que esperava na conversação. Isso tem uma explicação.
Como a ONU considera a MINUSTAH como uma missão francofônica, todo o meu induction training foi em francês. Tiveram que colocar um intérprete sentado do meu lado em todas as aulas. O instrutor ia falando em francês e o haitiano ia traduzindo para o inglês pra mim. Imagina o transtorno.
Meu primeiro deployment foi para a Traffic and Circulation Unit a qual era composta por 06 UNPOLs (02 do Níger, só falavam francês; 01 Russo, sabia inglês mas só falava francês, 01 espanhol habilitado em francês, eu e o Maj Braga PMPA, que era fluente nos dois idiomas). Nos dois primeiros meses de missão, nas atividades de monitoramento (trabalhávamos todos os dias nas ruas em contato com os policiais haitianos e a população), como eu estava sempre com o Maj Braga, eu entrava mudo e saia calado, pois todas as conversações eram em francês. Nunca esqueço uma oportunidade em que estávamos na viatura eu, o Maj Braga e um policial do Níger, o major desembarcou da viatura para ir a uma agência de viagem para comprar sua passagem para o CTO no Brasil e nós ficamos na viatura por causa do ar condicionado pois do lado de fora a temperatura beirava os 40 graus. Foram uns 10 minutos de um profundo silêncio, pois como eu disse, eu não falava francês e nem ele inglês. Logicamente que eu ia aprendendo uma palavra, verbo ou expressão diariamente. Resumindo, no segundo semestre da missão eu já tava dando briefing em francês. Saí do zero para uma fluência aceitável no francês no período de um ano. Isso aconteceu comigo, com o Carrera e com o Cap Freitas.
Mas isso depende de sorte, ou de azar dependendo o ponto de vista, pois, por exemplo, o Cap Cidral da PMSC ao chegar na missão foi designado para a Border Unit, onde havia UNPOLs canadenses, do Sri Lanka, americanos e de Granada, ou seja, só falavam em inglês o dia todo. Logicamente o improvement dele foi bem maior que o meu. Esta é uma característica da MINUSTAH, você pode ser designado para uma unidade onde só se fala em inglês ou outra onde só se fala em francês. Os interessados em ir para o Haiti devem levar isso em consideração."
Abaixo podemos ver o vídeo de um briefing proferido pelo Major Agrício da PMDF referente a uma operação na Penitenciária Nacional. Enquanto ele fala em inglês, um UNPOL da Polícia Nacional francesa, Jean Pierre, faz a tradução para os UNPOLs francofônicos. Todo briefing para uma operação tinha que ser feito dessa maneira.

sábado, 31 de julho de 2010

Participação de policiais femininas nas missões de paz

A participação feminiva nas operações de manutenção de paz é muito valorizada e incentivada pelas Nações Unidas. A Resolução n° 1.325 do Conselho de Segurança da ONU estabelece vários objetivos a serem buscados pelo DPKO com relação ao tema, dentre os quais podemos destacar os seguintes:
a) A designação de um número maior de mulheres como Representantes Especiais do Secretário Geral - SRSG - nas Missões de Paz;
b) Aumentar a participação de mulheres em missões de paz, especialmente entre observadores militares, policiais e civis de ajuda humanitária e direitos humanos;
c) implementação em todas as missões de unidade específica para tratar das questões que envolvem o gênero (masculino/feminino), a Gender Unit.
No desempenho de suas atividades diárias algumas unidades possuem cargos específicos para policiais femininas, como no caso da própria Gender Unit ou da unidade da Polícia Judiciária respondável em investigar os casos de violência contra a mulher na MINUSTAH.
Embora o campo de atuação para as mulheres seja vasto, o Brasil ainda tem uma participação pequena de policiais femininas. Eu credito isso à baixa participação de Oficiais femininas no processo seletivo, pois acredito que todas que tenham sido aprovadas pela IGPM tenham recebido sua designação para alguma missão. No último processo seletivo ocorrido em Porto Alegre em maio tivemos a aprovação da Tenente Lígia da Polícia Militar do Estado de São Paulo - PMSP - a qual, inclusive, reforçando a minha tese, já foi chamada para integrar o contingente policial brasileiro na missão no Timor Leste.
A quarta edição da revista UN POLICE, lançada em janeiro deste ano pelo Departamento de Operações de Manutenção de Paz e disponível na página do DPKO , trata quase que exclusivamente do tema "participação feminina em missões". Entre os dados fornecidos encontramos os 10 países que mais enviaram mulheres para missões de paz no ano de 2009. Sendo estes os seguintes: Nigéria (154); India (116); Ghana (64); Africa do Sul (45); Uganda (44); Zâmbia (37); Nepal (34); Filipinas (24); Bangladesh (23) e Suécia (19). Estes dados são relativos à dezembro de 2009. Nigéria e India se destacam nos números em virtude da participação das policiais femininas nas FPUs - Formed Police Units - desses países.
Pois foi justamente com uma FPU que Bangladesh aumentou consideravelmente sua participação este ano. No início do mês de junho chegou ao Haiti a primeira FPU composta na sua totalidade por policiais femininas. São ao total 120 mulheres, conforme podemos ver nas fotos abaixo. Esta é a segunda FPU exclusivamente feminina na história da missões de paz da ONU, a primeira foi uma FPU indiana que trabalhou na missão de paz da Libéria em 2007, a qual tinha em seu efetivo 103 policiais femininas.

Fotos: UN Marco Dormino

sexta-feira, 30 de julho de 2010

UNAMID: Piloto russo é libertado

O piloto russo seqüestrado na última terça-feira em Darfur foi liberado ontem por seus captores, integrantes da milícia árabe denominada de Janjaweed, os quais são alinhados ao governo de Cartum. Os integrantes do grupo armado declararam que utilizaram o ato para chamar atenção da comunidade internacional para a situação na região. O piloto, um capitão russo, foi entregue a representantes da UNAMID.
A prática de seqüestros de estrangeiros ligados às Nações Unidas está se tornando rotina em Darfur. Na terça-feira foram liberados dois civis alemães pertencentes a uma ONG que trabalha em um dos projetos da ONU naquela região sudanesa. Os civis, um de 34 e outro de 52 anos haviam sido seqüestrados em sua casa na cidade de Nyala no final do mês passado. Na mesma região, em maio, quatro UNPOLs sul-africanos permaneceram em cativeiro por duas semanas.
Fonte: site EPA e Terra

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Darfur: ONU dá nova versão para o sequestro do helicóptero

O porta-voz da Missão das Nações Unidas em Darfur , Martin Nesirky, deu uma nova versão para o caso do suposto seqüestro do helicóptero da ONU que teria ocorrido ontem na região do Sudão Ocidental. Segundo a versão apresentada hoje a aeronave transportava três líderes rebeldes para uma reunião em que seriam tratados assuntos relativos a negociações de paz para a região. No entanto, o piloto equivocou-se e realizou o pouso em local errado e a aeronave logo foi cercada por habitantes locais de maioria árabe que acabaram espancando o piloto e os três comandantes rebeldes. Após o episódio, todos os ocupantes da aeronave foram transferidos para uma base militar de ONU em segurança, exceto o piloto russo que continua desaparecido. Nesirky salientou que a ONU instalou um gabinete de crise e está tentando identificar os responsáveis pelas agressões, bem como tentando localizar o piloto.
Este fato demonstra a dificuldade que as Nações Unidas e a União Africana estão enfrentando para restabelecer a paz e a ordem na região em Darfur, localizada no oeste do Sudão. Uma guerra civil está em andamento há sete anos e, segundo a ONU, já resultou em 300 mil mortos e 2,7 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e passar a viver acampamentos para refugiados.
Fonte: site ionline