terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Capitão Algenor destaca seus companheiros de contingente na MINUSTAH


O Capitão Algenor - PMAM - Comandante do Contingente policial Brasileiro na MINUSTAH (foto durante Operação Anaconda) nos enviou um texto onde destaca seus colegas do contingente, Cap Bassalo - PMPA - e Ten Heberton - PMDF, tendo em vista o final de missão que se aproxima:

"Senhores gostaria em primeiro lugar agradecer a todos pelo apoio e companhia durante este ano aqui em nossa missão no Haiti, gostaria de destacar a forma companheira e amiga que todos os senhores dispensaram a nós que aqui estamos, tal qual os senhores estiveram ou ainda estão, longe de seus familiares;
O ano está acabando e com isso finda a nossa missão aqui no Haiti, quero aproveitar para afirmar perante todos as minhas conclusões a respeito dos dois Oficiais aos quais tive o prazer de servir junto e aos quais tenho a honra de poder chamar meus amigos; Oficiais dedicados, competentes, leais, companheiros, disciplinados, corajosos e com um grande espírito de liderança, qualidades desejaveis por qualquer um de nós, pessoas da mais alta capacidade profissional que sempre serviram de exemplo a todos que se encontram a serviço da grande família das Nações Unidas; Foi um imenso prazer estar com vocês meus amigos, espero imensamente ter o prazer de poder desfrutar da companhia de vocês, quem sabe em outras oportunidades ou em outras batalhas, sei que nossos caminhos ainda vão se cruzar novamente, espero que em uma situação mais tranquila!
Desta forma gostaria de desejar a todos vocês que fazem parte do unpolbrasil, um excelente NATAL cheio de alegria, felicidades e muito amor, junto a seus familiares, amigos e entes queridos, que neste ano que vai iniciar, vocês todos possam multiplicar seus momentos de alegria, felicidade e prosperidade de tal forma que possam contagiar todas as pessoas ao seu redor!

SAÚDE, HARMONIA, MUITO AMOR, PAZ, SABEDORIA, PROSPERIDADE E VITORIAS MIL são desejos meus e de minha familia a todos vocês, não estaremos juntos fisicamente neste natal, mas estamos unidos mais do que nunca em nossos corações!

Grande abraço a todos, são os votos de

CAP Algenor PMAM MINUSTAH/Haiti

"VITORIA SOBRE A MORTE!!! FORÇA BRASIL!!!"

domingo, 20 de dezembro de 2009

A visita do Comando do BOPE-RJ à UNPOL-MINUSTAH


O contingente do BRABATT – Brazilian Battalion - do 1º semestre de 2008 era composto por militares, em sua grande maioria, do Rio de Janeiro. Estes militares passaram por um treinamento prévio à missão de incursões em favelas realizado pelo BOPE-RJ. Em virtude desta parceria, o Ministério da Defesa convidou uma comitiva do Rio de Janeiro, composta por integrantes da Secretaria de Segurança Pública, Polícia Civil e Policiais Militares do BOPE, entre os quais estava o Comandante da época, o T Cel Pinheiro Neto, Major Chagas e Major Soares, para uma visita oficial à MINUSTAH, a qual ocorreu entre os dias 04 e 08 de março de 2008.
Dentro da agenda de visitações programada pelo exército, o nosso chefe de contingente, Major Agrício – PMDF - conseguiu que a comitiva ficasse conosco ao menos um dia, a fim de conhecer a realidade do trabalho desenvolvido pela UNPOL, visitar algumas unidades de FPU – Formed Police Unit – e, sobretudo, tomar conhecimento de que existia um Contingente Policial Brasileiro na MINUSTAH, fato que, logicamente, era de desconhecimento da maioria dos visitantes. No dia destinado a nós, o Force Commander agendou de última hora uma palestra para a comitiva no Hotel Cristopher – Sede da Missão em Porto Príncipe – consumindo quase toda a parte da manhã. Em vista disso, conseguimos cumprir apenas parte da agenda que havíamos programado. Realizamos uma exposição do trabalho de cada integrante do Contingente Policial Brasileiro na sala de conferências do Cristopher, visitamos a DIROPS – Diretoria de Operações da UNPOL, fomos recebidos pelo Police Commissioner, Diallo Mountaga, e, por fim, visitamos a FPU da Jordânia, a qual estava sediada na Academia da Polícia Nacional do Haiti (foto acima). Dois dias após este primeiro encontro, participamos de uma vista à FPU da China, localizada próximo ao Aeroporto Internacional Toussaint Louverture, onde fomos recepcionados pelo Comandante, o qual nos conduziu para uma visitação às instalações e após nos ofereceu um almoço típico da cozinha oriental.
A comitiva gostou muito da experiência, principalmente dos momentos em que puderam estar em contato direto com as atividades desempenhadas pela UNPOL nos diversos segmentos da missão. Com certeza aqueles policiais saíram do Haiti com uma visão positiva do trabalho policial, pois tiveram a oportunidade de conhecer verdadeiramente um pouco sobre a participação policial brasileira em uma missão de paz.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

UN Police entrega o comando da Polícia Marítima aos policiais timorenses

Como parte do processo de restituição da responsabilidade total de comando à Polícia Nacional do Timor Leste - PNTL - sobre suas unidades policiais, o Comando da UN Police entregou definitivamente aos policiais timorenses a responsabilidade pela execução dos serviços de polícia marítima, o qual tem como missão o patrulhamento das águas territoriais do Timor Leste.
A Cerimônia ocorreu no 14 de dezembro e, em seu discurso, o Police Commissioner Luis Carrilho – de nacionalidade portuguesa – destacou a importância da polícia marítima para a segurança do país, bem como parabenizou o efetivo da polícia marítima timorense e os UNPOLs responsáveis pelo seu treinamento pelo progresso alcançado no decorrer da formação.
Você pode encontrar fotos do treinamento da equipe de mergulhadores da polícia marítima da PNTL no site http://americandivemaster.com/marinepolicemain.html

Fonte: http://timorlorosaenacao.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Impressões do Police Commissioner da MINUSTAH a respeito da Extensão


Recordo de uma longa conversa que tivemos com o Police Commissioner da MINUSTAH, Diallo Mountaga, em seu gabinete no Hotel Christopher, por ocasião da despedida do contingente policial brasileiro em dezembro de 2007. Na foto acima o PC aparece com TODO o contingente policial da MINUSTAH, Cap Freitas, Cap Marco, Maj Braga e Ten Carrera na cerimônia do Medal Parade do BRABATT. Naquela reunião o Police Commissioner disse não entender o motivo pelo qual o Brasil não possuía um contingente policial mais expressivo numericamente na missão, visto que de todos os policiais em cargo de chefia só ouvia relatos positivos sobre o excelente trabalho desenvolvido por todos os policiais brasileiros que já haviam passado pelo Haiti, sem exceções. Logicamente também veio à tona a comparação entre os contingentes brasileiros da MINUSTAH, sendo o policial, 04 Oficiais, e o militar, 1200 homens entre Oficiais e praças das três forças armadas. Em vista disso, também comentou que não entendia o motivo pelo qual o Brasil não concedia extensões aos policiais. No decorrer do diálogo o Police Commissioner expôs o seu ponto de vista a cerca do período de trabalho na missão.
Para Diallo Mountaga, o “Tour of Duty” de um ano está dividido em 04 fases distintas. Todas elas de aproximadamente 03 meses. O policial, ao chegar à área de missão, demora em média 03 meses para se adaptar ao idioma, clima, cultura, fuso horário, colegas de trabalho, alimentação e distância da família.
Passado este prazo inicial o policial começa a se familiarizar com o funcionamento da missão, sua estrutura organizacional, os seguimentos que a compõem (policial, militar e civil) e, principalmente, passa a compreender a sua função como UNPOL. Lá se vão, segundo o Police Commissioner, outros 03 meses. Ou seja, metade do seu período de missão.
A partir deste momento o UNPOL entra na terceira fase do seu Tour of Duty, na qual passa a exercer suas funções com mais desenvoltura, confiança em si mesmo e, sobretudo, pondo em prática todo o conhecimento adquirido com as experiências vividas até então. Isto facilita sobremaneira as tomadas de decisão nas situações diárias com que se depara, agregando mais qualidade na prestação do serviço. Passam-se mais 03 meses.
Na quarta fase o UNPOL está apto a assumir as funções de chefia, pois além da experiência adquirida, já possui uma visão macro da missão e está mais intimamente ligado aos objetivos gerais e aos objetivos específicos da UN Police. É justamente nesta fase que o policial começa a desacelerar, pois completa seu tempo e tem que retornar ao seu país de origem. O último mês de missão o UNPOL praticamente passa em função do último CTO – período de descanso – e dos procedimentos de check out. Administrativamente, na visão do Police Commissioner Diallo Mountaga, a missão perde muito com isso, pois se o policial tivesse ao menos uma extensão poderia contribuir de forma mais eficiente e eficaz com a missão de paz. Por isso, concluiu que a extensão é benéfica para as Nações Unidas.
Concordo plenamente com o que o PC disse naquela ocasião, mas lembro que explicamos a ele o motivo do Brasil não conceder extensões aos policiais, justamente a limitação imposta pelo nosso governo ao número de UNPOLs, tema que foi abordado no tópico anterior.