quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Moçambique: Oficiais da Brigada Militar coordenam curso de capacitação para Bombeiros

Os Capitães João Batista (APM-RS 1995) e Cláudio Morais Soares Junior (APM-RS 1997) foram designados pelo Comando da Brigada Militar, através do Departamento de Ensino e em Cooperação com a JICA (Japan Internacional Cooperation Agency) e ABC (Agência Brasileira de Cooperação), para coordenar o curso de capacitação ao Serviço Nacional de Salvação Pública de Moçambique, os Bombeiros daquele país africano. A missão é auxiliar os moçambicanos na estruturação de seus próprios cursos de Salvamento e Primeiros Socorros, aos moldes dos que ocorreram no Brasil durante os últimos 05 anos em cooperação com a JICA. O convênio de cooperação prevê o repasse de conhecimentos e tecnologias, bem como o treinamento de futuros instrutores.
O Capitão Morais explica que “os Governos dos países que mandaram representantes para fazerem o curso conosco, o qual eu fiz em 2007 e coordenei em 2008 e 2009 na Escola de Bombeiros – EsBo – em Porto alegre, apresentam projetos de seus países a JICA para realizarem o treinamento em sistema de follow up, ou seja, os peritos brasileiros vão até o país interessado e auxiliam a montar o curso e desenvolvê-lo, bem como participam dos treinamentos e discussões técnicas, com o objetivo de aumentar a capacidade operativa dos funcionários locais. Neste caso, aqui em Maputo - Moçambique, está sendo realizado o Follow Up do Curso de Técnicas de Salvamento e Primeiros Socorros, onde estamos repassado aos profissionais moçambicanos os conhecimentos sobre salvamento em altura, desencarceramento, primeiros socorros, entre outros.”
O Capitão João Batista está representando a Escola de Bombeiros e tem a missão de repassar as informações sobre a estrutura da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros no Rio Grande do Sul, auxiliando na estruturação jurídica do serviço de bombeiros, especialmente na parte de recursos humanos.
Os Oficiais permanecerão em Maputo pelo período de dois meses, de 06 de outubro a 09 de dezembro de 2010.
Abaixo podemos visualizar outras fotos das atividades desenvolvidas pelos dois Oficiais brasileiros. Na primeira vemos o Capitão João Batista (esq.) e Capitão Morais (dir.) juntamente com o senhor Shukunobe Masami, chefe da JICA em Moçambique.

Na foto seguinte vemos os dois Oficiais em seu primeiro contato com o comando dos Bombeiros em Maputo na sede do Serviço Nacional de Salvação Pública.

Nas duas fotos seguintes aparecem os Oficiais brasileiros com os Bombeiros moçambicanos. A primeira foto foi feita durante uma reunião preparatória com os futuros instrutores locais. Já na segunda podemos visualizar o Capitão Morais durante a primeira instrução de primeiros socorros.

A última foto mostra o Capitão Morais se adaptando a uma das peculiaridades do trânsito em Moçambique: a mão inglesa.
Desejamos sucesso na missão para estes policiais brasileiros que como os UNPOLs estão representando nosso país em terras além-mar.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Haiti: UNPOLs são feitos reféns em rebelião na Prisão Nacional

A Prisão Nacional haitiana situada na capital Porto Príncipe foi palco de uma rebelião na tarde de ontem, dia 17 de outubro. O fato teve ampla divulgação na imprensa internacional como a agência Atlas, através do site la informacion, que estampou a manchete:

"La policía evita la fuga de 20 presos en una carcel de Haití
AGENCIA ATLAS
Una veintena de presos han intentado escapar de una cárcel de Haití. La policía y los soldados de la ONU lograron impedirlo con una operación que ha dejado 3 víctimas mortales. Los internos secuestraron a cinco agentes y prendieron fuego a la enfermería. El incidente empezó cuando tres prisioneros se apoderaron del arma de un agente cuando éste abría una de las celdas.La inmediata intervención policial evitó la fuga. Los presos volvieron a sus celdas, los secuestrados fueron liberados, y los amotinados, abatidos
."

A agência de notícias Al Jazeera também destacou o fato:

"A riot at Haiti's largest prison has left three inmates dead.
Two were shot as they were trying to escape from the roof of the national penitentiary in Port-au-Prince, the capital, while a third was trampled to death inside the facility, authorities said.
Inmates also briefly held seven foreigners hostage, including three UN police officers, two UN corrections officials and two visitors to the prison, Jean-Francois Vezina, a UN police spokesman, said.
The hostages were later freed with minor injuries.
At least 100 UN police officers were inside the jail on Sunday when the riot occurred, with seven officers being injured, Joseph Felix Badio, the justice minister, told the Associated Press news agency
."

O Capitão PMPA Bassalo, veterano da MINUSTAH, conseguiu contato hoje à tarde com UNPOLs em Porto Príncipe e obteve a confirmação da rebelião, bem como que os reféns eram na verdade 07 UNPOLs. Segundo o Capitão Bassalo, um time de intervenção tática da UNPOL/MINUSTAH foi enviado para liberar os reféns enquanto o Exercito Brasileiro fazia o cerco no entorno do complexo prisional. Os reféns foram libertados com ferimentos leves. A ação resultou em 03 detentos mortos.
abaixo um vídeo sobre o fato, divulgado no site La Informacion, onde podemos ver UNPOLs da FPU da Nigéria e da Jordânia, bem como integrante da SWAT da Polícia Nacional Haitiana e militares brasileiros.

video

Fonte: Site La Informacion

sábado, 16 de outubro de 2010

Capitão Carrera ministra instrução no CCOPAB

Iniciou no último dia 04 de outubro no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil – CCOPAB – Centro "Sérgio Vieira de Mello", o Estágio de Preparação para Missões de Paz 2010-2. Esta edição do estágio conta com a participação 12 policiais, sendo 08 Oficiais de policiamento e 04 Oficiais Bombeiros, além de Oficiais das forças armadas.
Todas as instruções são ministradas no idioma inglês e ocorrem das 08:00 hs às 17:00 hs, incluindo treinamento físico militar. A previsão de término do curso é o dia 29 de outubro.
Na primeira semana de aulas os alunos tiveram contato com os seguintes assuntos: Introduction to UN Peacekeeping, Fundamental Principles of UN Peacekeeping, Rules of Engangement, Code of Conduct, Media Relation, Humanitarian Assistance, CIMIC, UN Communication, Stress Management, Negotiation and Mediation, Hygienic/Basic Life Support.
O corpo de Instrutores é formado por Militares brasileiros e estrangeiros, contanto com a participação importante de Oficiais de Polícia Militar veteranos de missão.
Foi com as credenciais de ser veterano da Missão de Paz no Haiti, bem como o organizador e coordenador de 02 Cursos UNPOLs na PMDF que o Capitão Sérgio Carrera, a convite do comando do CCOPAB, ministrou duas instruções nesta primeira semana. A primeira foi uma instrução conjunta entre militares e policiais e teve como tema central: “ United Police – UNPOL (1h15min). Já a segunda foi ministrada apenas para os policiais e bombeiros, tendo como tema: “ UNPOL in Haiti overview” (2h25min).
Na foto abaixo podemos ver o momento em que o Oficial mais antigo da turma dos policiais, T Cel Braga da PMPA, entrega um certificado ao instrutor Capitão Carrera. Cabe destacar que estes dois Oficiais se conhecem de longa data, visto que o T Cel Braga era nosso Contingent Commander no período em que eu, o Carrera e o Capitão Freitas (Brigada Militar) integrávamos a UNPOL-MINUSTAH. Nas fotos a seguir podemos visualizar outras instruções que ocorreram durante a semana inicial do estágio. Na primeira foto vemos o grupo de policiais e militares durante instrução sobre UN Communication com o Capitão Andy Smith do Reino Unido. Na segunda foto podemos ver a instrução ministrada apenas aos policiais pelo T Cel Gonzalo Villagran, da Argentina, sobre negociação e mediação.


Fonte: informações e as 02 últimas fotos do site do CCOPAB, 02 primeiras fotos do acervo pessoal do Cap Carrera.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Guiné Bissau: Nomeações de Chefes Militares causam reações diferentes na Europa e na África


Na semana que passou o Presidente da Guiné Bissau, Malam Bacai Sanhá (foto de Sanhá ao lado do Presidente Lula durante visita oficial ao Brasil no dia 25 de agosto deste ano), realizou nomeações de Militares para altos postos de comando. Os Nomeados foram o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto para a função de chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau e do major-general Mamadú Turé para vice-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas. A nomeação de Bubo Na Tchuto provocou reações diferentes em países da União Africana e na Europa. Podemos verificar isso nas publicações constantes no site do Jornal Angola Press e no site do Jornal Público de Portugal.
Site Angola Press (Texto original)
Luanda – Na semana que finda mereceram destaques no noticiário africano as nomeações pelo Presidente da Guiné-Bissau do contra almirante Bubo Na Tchuto para chefe do Estado Maior da Armada e do major- general Mamadú Turé para vice-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, bem como a marcação da data da segunda volta das eleições na Guiné-Conakry.Com efeito, essas nomeações mereceram uma justificação por parte do Presidente da República explicando que a nomeação do contra-almirante Bubo Na Tchuto para a chefia do Estado-Maior da Armada teve como objectivo criar um clima de paz e estabilidade interna. Ainda sobre a Guiné-Bissau, o representante especial da União Africana (UA), o angolano Sebastião Isata, declarou-se "confiante e optimista" quanto aos esforços em curso, interna e externamente, para a estabilização política deste país da África Ocidental."Estamos a encarar com optimismo e confiança o evoluir da situação para uma verdadeira reconciliação de todos os filhos da Guiné", disse.

Site do jornal Público (texto original do jornalista Jorge Heitor)
UE apresenta-o como um "desestabilizador"
Almirante que Washington considera narcotraficante foi colocado à frente da Armada da Guiné-Bissau - 11.10.2010 - 12:50 Por Jorge Heitor
O Presidente Malam Bacai Sanhá nomeou o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau, mas a representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Catherine Ashton, lamentou-o profundamente.
Bacai Sanhá explicou ter recolocado Bubo Na Tchuto no lugar que já em tempos desempenhara por entender que isso poderá contribuir para a estabilidade de um país muito agitado. Mas a UE, por seu turno, destacou o “papel desestabilizador” de Bubo nos acontecimentos de 1 de Abril último, quando o general António Indjai o foi buscar às instalações das Nações Unidas onde se encontrava refugiado e juntos prenderam o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Zamora Induta.
“É uma tentativa do poder legítimo da Guiné-Bissau, do Governo e da Presidência da República, de criar um clima propício para a implementação da reforma do sector de defesa e segurança”, afirmou Malam Bacai Sanhá aos jornalistas, enquanto Catherine Ashton recordava que o oficial em causa se encontra sujeito a sanções por parte de entidades internacionais, designadamente norte-americanas, por se ter considerado que estava envolvido no narcotráfico que dilacera a vida da África Ocidental.
“A comunidade internacional vai compreender a nossa posição, como compreenderam sempre. Vai compreender a necessidade que nós temos de estabilizar este país e nós estaremos à altura de dar essas explicações”, disse o Presidente guineense, depois de haver recolocado Bubo no lugar que tivera até Agosto de 2008, quando foi acusado de actividades golpistas pelo então chefe do Estado-Maior General, general Tagme Na Waie, que viria a ser assassinado em 1 de Março do ano passado.
Na sequência das acusações de que tentaria procurar destituir o então Presidente João Bernardo “Nino” Vieira, Bubo Na Tchuto foi suspenso e fugiu para a Gâmbia, de onde depois saiu para se refugiar na representação da ONU em Bissau.
Durante o período em que ele se encontrou fugido, foram assassinados tanto Tagme Na Waie como o próprio “Nino” Vieira, numa série de crimes políticos a que a Guiné-Bissau tem vindo a assistir.
No dia 1 de Abril deste ano, Bubo Na Tchuto e o general António Indjai não só destituíram o almirante Zamora Induta da chefia do Estado-Maior General, como chegaram a prender, durante algumas horas, o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, líder do partido maioritário, o PAIGC.
País de arbitrariedades
Zamora Induta tem continuado detido, sem julgamento, se bem que nos últimos dias tenha sido anunciada a iminência da sua libertação, constantemente exigida pela UE, que não se conforma com uma série de arbitrariedades que se têm verificado na Guiné-Bissau e ficado impunes.
De acordo com as palavras da britânica Catherine Ashton, a recolocação de Bubo Na Tchuto à frente da Armada confirma, se necessário fosse, a militarização da política naquela antiga colónia portuguesa, onde nos últimos sete meses Presidente e Governo têm feito quase tudo o que é desejado por alguns oficiais generais.
Em Junho, o Tribunal Militar guineense arquivou as acusações de alegada tentativa de golpe de Estado que haviam sido formuladas contra Bubo Na Tchuto; e, a partir daí, ele começou a exigir que o colocassem de novo no Estado-Maior da Armada. Isto apesar de o departamento norte-americano do Tesouro o ter colocado na lista internacional de narcotraficantes.
O mesmo tribunal determinou na semana passada não haver razões para se manter por mais tempo a prisão preventiva do Almirante Zamora Induta, que, no entanto, deveria, segundo os juízes, ser obrigado a permanecer no país, de modo a esclarecer algumas das acusações que contra ele também têm vindo a ser feitas.
De acordo com uma carta atribuída ao Procurador-Geral da República, Amine Michel Saad, e divulgada pelo site Ditadura do Consenso, Induta teria dito o ano passado a um grupo de militares que o primeiro-ministro lhe dera ordens para mandar executar o Presidente Vieira.
No entanto, acusações tão graves como estas não são inéditas na Guiné-Bissau, sem que ninguém as desminta cabalmente ou consiga confirmar a sua veracidade, pois que o clima geral é desde há muito o de uma total impunidade.
Fonte: Sites AngolaPress e Público

sábado, 9 de outubro de 2010

MINUSTAH - UNPOLs brasileiros coordenam operação em Les Cayes

A Diretoria de Operações – DIROPS – virou reduto dos UNPOLs brasileiros na MINUSTAH, pois todos os contingentes policiais que estiveram em solo haitiano a partir de 2004 contaram no mínimo com um representante no setor de operações. Atualmente todo o contingente faz parte de unidades desta importante diretoria. Para quem tem em mente um dia integrar a MINUSTAH, com certeza este é um lugar excelente para se trabalhar. As atividades são essencialmente policiais e você tem a oportunidade de conhecer todo o país e interagir com as diversas unidades UNPOLs e da Polícia haitiana. Um exemplo disso foi a Operação “Rebourne” realizada no mês de setembro na cidade de Les Cayes, situada a sudoeste da capital Porto Príncipe. A operação mobilizou um expressivo contingente, entre FPUs, UNPOLs de várias unidades, militares uruguaios e policiais haitianos. Participaram no Comando da Operação o Capitão PMAM Algenor, o Capitão PMAM Honda e o Capitão PMERJ Tadeu.
O objetivo da operação era a localização do cativeiro de algumas crianças que haviam sido seqüestradas e estariam sendo mantidas em um vilarejo da localidade de Tiburon. Seqüestro é um dos crimes mais praticados no Haiti, desde o tempo em que eu estava em Porto Príncipe.
Após chegar a Tiburon, aproximadamente 12 horas de carro desde Porto Príncipe, começou o trecho a pé da operação, segundo nos relatou o Capitão PMAM Fábio Honda foram “umas sete horas e meia para subir e 4 horas para descer a montanha”. Ao Final, as crianças não foram encontradas, no entanto duas pessoas foram presas, um homem que estava tentando extorquir dinheiro do pai de uma daquelas crianças, e um dos informantes, que foi preso por determinação do juiz que estava acompanhando a operação, pois se descobriu que na verdade o próprio informante também estava participando da extorsão.
Operações como esta são realizadas rotineiramente pelos integrantes da Diretoria de Operações e tem obtido resultados excelentes na recaptura de delinqüentes foragidos da Prisão Nacional e que retornaram as suas comunidades de origem levando medo à população, bem com na repressão ao tráfico de drogas. Basta lembrar que não ano passado, operação semelhante comandada pelo Capitão Algenor na região de Saint Marc, noroeste de Porto Príncipe, resultou na descoberta e destruição de 12 mil pés de maconha (cannabis sativa) e de 150 kg da droga já prontos para comercialização.
A Operação Rebourne contabilizou como aspectos positivos, além das prisões, a integração de esforços no planejamento entre a UNPOL e a Polícia Nacional do Haiti - PNH; a integração do setor policial da missão com o Poder Judiciário local, pois um Juiz acompanhou todo o desenrolar da operação; a percepção por parte da população haitiana de que a PNH estará presente também nas comunidades mais distantes sempre que for necessário; a familiarização com o terreno para policiais de diversas nacionalidades, visto que apenas os UNPOLs sediados em Les Cayes tinham noção da localização dos cativeiros, a experiência em operações de campanha para UNPOLs e PHNs os quais foram testados em seus limites extremos de fadiga; por fim o teste para a própria logística que envolve operações desta natureza, erros e acertos serão internamente avaliados para o aprimoramento das próximas operações naquela região do Haiti.
Abaixo teremos várias fotos que nos possibilitam ter uma idéia da Operação Rebourne. Na primeira vemos o Capitão PMAM Honda (abaixo 1º esquerda) junto com outros UNPOLs e o efetivo da SWAT haitiana na base SWAT se preparando para se reunir com o restante do efetivo.
Na próxima foto podemos ver a preparação do efetivo UNPOL no Campo Delta em Porto Príncipe. Podemos visualizar o Cap PMAM Algenor (de costas em primeiro plano à esquerda) e o Capitão PMERJ Tadeu conversando com outros policiais (no centro em frente à viatura).
A foto seguinte mostra o deslocamento de Porto Príncipe até Les Cayes em trecho sem asfalto.
O deslocamento pelo interior do Haiti propicia nos depararmos com paisagens como esta. Não podemos esquecer que o Haiti é um país com alto potencial turístico, assim como a vizinha República Dominicana. São as famosas praias do caribe. Falta ainda o devido investimento em infraestrutura para receber turístas. O norte do País já é ponto de parada obrigatório para os Navios de Cruzeiro que viajam pelas ilhas caribenhas partindo de Miami.
Chegada à base da ONU em Les Cayes após seis horas de viagem desde Porto Príncipe. Les Cayes foi a cidade onde começaram as manifestações contra o governo e a MINUSTAH em maio de 2008, época em trabalhei na DIROPS e participei das operações em Porto Príncipe.
Segundo o Capitão Honda (à direita), já passavam das quatro horas da tarde quando ele e o Capitão Tadeu (centro), juntamente com os demais, conseguiram almoçar na base uruguaia em Les Cayes.
As acomodações improvisadas não tiraram o ânimo do Pessoal, pois o efetivo da SWAT e os UNPOLs que trabalham com eles já estão acostumados com situações adversas. O descanso foi merecido, pois o dia seguinte seria duro.
Na manhã seguinte, antes de iniciarem o deslocamento, o efetivo acompanhou o ritual de orações dos UNPOLs da FPU (Formed Police Unit) da Jordânia. Os mulçulmanos oram voltados para a cidade sagrada de Meca no mínimo três vezes ao dia.
As próximas fotos mostram a formação do comboio e o deslocamento até a região de montanha. Podemos ver o Capitão Honda e o Capitão Algenor (à direita).
Deslocamento do efetivo na subida do morro em meio à mata.
Capitão Honda e efetivo da Swat Unit fazem parada para descanso. Logo após encontraram um dos possíveis locais de cativeiro.

Por fim, o retorno para casa após as prisões e o cumprimento da missão.



Fonte: Arquivo pessoal Capitão PMAM Honda

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Guiné Bissau: Primeiro-Ministro confirma solicitação de Força de Estabilização


O Primeiro-Ministro guineese, Carlos Gomes Junior, confirmou a jornalistas em Bruxelas que o Presidente da Guiné-Bissau já solicitou o envio de uma força de estabilização à comunidade internacional. As declarações foram feitas após o encontro que Carlos Gomes Junior teve com o presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso.
O assunto sobre a presença de uma força internacional em solo guineense ainda causa certo desconforto ao comando das forças armadas do país, mesmo que não tenha sido dada nenhuma declaração oficial a esse respeito. No entanto, o aval somente será fornecido se a decisão for aprovada pelo parlamento e demais órgãos do Estado.
O Primeiro-Ministro enfatizou que a presença desta força internacional visa criar condições adequadas para a construção de forças republicanas na Guiné-Bissau.
Por sua vez, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, defendeu a presença de uma força de estabilização na Guiné-Bissau a fim de restabelecer a confiança internacional no país. Na verdade, esta é uma exigência dos parceiros internacionais para continuarem a dar apoio à Guiné-Bissau . Durão Barroso defendeu a idéia de que esta força deva ser formada por contingentes de países do continente africano. Moçambique já acenou com a possibilidade de integrar o esforço internacional em recente reunião em Nova York na sede das Nações Unidas.

Fonte: Site o País

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Guiné Bissau: UNPOLs do Brasil são destacados em publicação da ONU

A edição de julho da UN POLICE Magazine trouxe fotos em que são destacados UNPOLs brasileiros que integram a Missão na Guiné Bissau - UNIOGBIS. Já na página 02 aparece uma foto da Major PMDF Denise Dantas durante treinamento realizado para policiais femininas guineenses. E na página 23 aparece o Coronel PMDF Nelson Werlang Garcia (3º da esq. para a direita), o qual é o Senior Police Adviser da UNIOGBIS, durante o encontro anual de Police Commissioners e Senior Police Advisers na sede da ONU em Nova York.
Os UNPOLs brasileiros integram a Police Reform Unit da UNIOGBIS, a qual é composta por 12 UNPOLs e dois membros da Standing Police Capacity (Seção da Police Division que possui policiais especialistas em diversas áreas e tem sede em Brindisi/Itália). Dentre os projetos que estão sendo desenvolvidos pela Police Reform Unit estão a construção de Esquadras Policiais Modelo e a criação de um Laboratório Computadorizado de Instrução Policial.
Na foto abaixo podemos ver a cerimônia na qual foi assinado o acordo referente a construção da 1ª Esquadra Policial Modelo (Model Police Station) no Bairro Militar da capital guineense. Estão na foto o Secretário de Estado Otavio Alves, A Ministra do Interior Adja Satu Camara, o Representante Especial do Secretário Geral da ONU - SRSG - Joseph Mutaboba, o Chefe da Security Sector Reform Section Antero Lopes, o Sub-comandante da Polícia de Ordem Pública Niaga e o Senior Police Adviser Coronel PMDF Nelson Werlang Garcia. Em pé, atrás do Coronel Garcia, podemos ver ainda o UNPOL Bertram Hinze (Suíça), o UNPOL João Nhanombe (Moçambique) e a UNPOL Major PMDF Denise Dantas.

Na foto seguinte podemos ver policiais guineenses no Laboratório de treinamento computadorizado (Computer-based Training Laboratory - CBT-Lab). Segundo o Capitão da Brigada Militar Tales Américo Osório (APM/RS 1998) “é bem gratificante a operacionalização do CBT-Lab, pois os policiais estão bem motivados a aprender as lições. O curso é feito em uma semana. Houve um dia que era feriado e o CBT-Lab só funciona de 2ª a 6ª feira. A turma se voluntariou para ir no sábado finalizar o curso. Eles estão bem empolgados.”

Por fim, a última foto mostra a cerimônia e despedida dos policiais guineenses que foram designados para trabalharem como UNPOLs na Missão de Paz do Haiti – MINUSTAH. Compareceram na cerimônia o Senior Police Adviser, Coronel PMDF Nelson Garcia (último à direita), e o Special Assistant to the Senior Police Adviser Capitão BMRS Osório (esquerda ao fundo).