sábado, 24 de julho de 2010

Entrevista Telefônica: a última etapa do concurso

O final do mês de julho está sendo de muita "correria" para alguns Oficiais que recentemente foram designados para a missão no Timor Leste - UNMIT - e de certa ansiedade para os Oficiais que aguardam a indicação para a Missão no Haiti - MINUSTAH.
Durante esta semana alguns dos Oficiais já designados passaram pela última fase da seleção. Sim, após passar pelos testes da IGPM e ter seu nome indicado pelo Brasil ao DPKO, o Oficial ainda necessita cumprir a última etapa do concurso antes de receber a Travel Authorization: ser aprovado na entrevista telefônica.
Normalmente a entrevista telefônica é realiza por um UNPOL integrante da unidade de treinamento (Induction Training Unit) da missão para qual o policial foi indicado. No meu caso, em 2007, eu fui entrevistado pelo próprio chefe de pessoal da UNPOL/MINUSTAH, um policial americano. Esta é uma etapa importante que deve merecer atenção especial dos Oficiais aspirantes à Boina Azul pelo simples fato de que o policial pode ser reprovado. Isto ocorreu com um dos indicados para a missão do Sudão no final do ano passado, conforme relatou o Capitão PMSC Emerson em um texto publicado aqui no blog. Este é o motivo de termos apenas dois UNPOLs brasileiros na UNMIS ao invés de três como era o contingente de 2009.
Fiquei feliz em receber hoje a informação de que o Capitão Araújo (APM/RS 1997), meu colega de turma, foi entrevistado ontem por um UNPOL Australiano da Induction Training Unit da Missão de Paz da ONU no Timor Leste e foi aprovado.
Agora sim. É só aguardar a autorização de viagem e arrumar as malas!

3 comentários:

Anônimo disse...

Ehh essa ultima etapa do concurso tira a tranquilidade de qualquer um... Tambem estou ancioso aguardano pela minha entrevista... espero q tb consiga a aprovaçao como o Cap Araujo !!!
Grande abraço e boa missao !!!

Valdemir disse...

E torcer para não ser um indiano ou nepalês do outro lado...
Australiano?! Você está bem, Rogério (Araújo) Parabéns!
Para a entrevista, convém "estudar" o que está na P-11. Depois de um certo tempo o candidato pode até esquecer o que escreveu.
Se tiver alguém com quem possa treinar telefonemas em inglês será perfeito.
Boa sorte a todos!
Maj Valdemir

Cap Marco disse...

Major
Posso me considerar um sortudo também , pois fiz a entrevista com um americano. Sei como é o sotaque de indianos, paquistanese, nepaleses, nigerianos, etc...
Mas antes da minha entrevista valendo eu recebi um trote do contingente que já estava no Haiti, vou escrever sobre isso essa semana no blog.
Grande abraço
Cap Marco